Por que a alimentação na gravidez importa
- Priorize alimentos in natura e minimamente processados.
- Faça refeições regulares para controlar náuseas e manter energia.
- Discuta suplementação com seu obstetra ou nutricionista.
Quanto aumentar as calorias?
Não existe regra fixa para todas. Em geral, no primeiro trimestre a necessidade calórica muda pouco. No segundo trimestre recomenda-se um acréscimo médio de 300 kcal/dia e no terceiro, cerca de 450 kcal/dia acima das necessidades pré-gestacionais, variando conforme peso pré-gestacional e atividade física. Para gestantes com baixo peso, a recomendação calórica pode ser maior; para obesas, o foco é qualidade e controle do ganho de peso. A melhor abordagem é personalizada: profissionais calculam a necessidade energética considerando idade, altura, peso e nível de atividade física. Essas calorias extras devem vir de alimentos nutritivos — proteína magra, grãos integrais, frutas, verduras e gorduras saudáveis.
Nutrientes essenciais na gravidez
- Tome ácido fólico antes de engravidar e no início da gestação, conforme orientação médica.
- Combine fontes vegetais de ferro com alimentos ricos em vitamina C para melhorar absorção.
- Evite suplementação alta de vitamina A (retinol) — prefira beta-caroteno de frutas e verduras.
Proteínas, carboidratos e gorduras: como balancear
A proteína torna-se mais importante durante a gravidez: objetivo de cerca de 1,1 g/kg/dia ou aumento de 25 g/dia em relação ao habitual, para apoiar crescimento fetal e tecidos maternos. Priorize proteínas variadas: ovos, carnes magras, peixes seguros, leguminosas e laticínios. Carboidratos devem vir majoritariamente de grãos integrais, frutas e tubérculos para fornecer energia e fibra. Evite excesso de açúcares simples. Gorduras saudáveis (azeite, abacate, nozes, sementes e peixes gordos) são essenciais para o desenvolvimento cerebral do feto. Limite gorduras trans e frituras frequentes. Incluir uma fonte de ômega-3 diariamente ajuda a alcançar a recomendação de DHA.
Ganho de peso esperado e acompanhamento
- Use uma balança doméstica para monitorar tendências, não obsessivamente.
- Se o ganho estiver muito abaixo ou acima do esperado, procure seu médico ou nutricionista.
O que comer na gravidez: cardápio prático e exemplos
- Planeje a semana com 2 a 3 fontes diferentes de proteína por dia.
- Inclua pelo menos 5 porções de frutas e verduras diariamente.
- Prefira alimentos integrais para manter saciedade e saúde intestinal.
Lista de compras focada em nutrientes
Frutas: laranja, mamão, banana, frutas vermelhas (frescas ou congeladas); Verduras e legumes: espinafre, couve, brócolis, cenoura, abóbora; Proteínas: ovos, frango, peixe de baixo mercúrio (salmão, sardinha), lentilha, grão-de-bico; Laticínios ou alternativas enriquecidas: leite, iogurte, queijo; Grãos e fibras: arroz integral, aveia, pão integral, quinoa; Gorduras saudáveis: azeite, abacate, nozes, sementes; Suplementos conforme orientação: ácido fólico, suplemento multivitamínico/prenatal com ferro e/ou DHA.
Segurança alimentar: o que evitar na gravidez
- Reaqueça corretamente pratos frios antes de consumir para reduzir risco de Listeria.
- Prefira peixes assados, grelhados ou cozidos bem passados.
- Leia rótulos e evite produtos com data de validade duvidosa ou armazenados fora da temperatura adequada.
Sintomas comuns e como a dieta ajuda
- Fracionar refeições (5-6 por dia) ajuda a controlar náuseas e azia.
- Para constipação, 25–30 g de fibra por dia é uma boa meta; ajuste a ingestão de água.
- Se náuseas impedirem ingestão adequada, contate o obstetra para opções seguras de medicamentos.
Dietas especiais: vegetarianas, veganas e intolerâncias
- Verifique níveis sanguíneos de B12 e ferro periodicamente se for vegana/vegetariana.
- Considere suplementação de DHA por algas para quem não consome peixe.
- Planeje refeições com fontes complementares de proteína (ex.: arroz + feijão).
Gestação com condições específicas: diabetes gestacional e hipertensão
Como monitorar a alimentação: práticas simples
- Faça registros por 3 a 7 dias para ter visão realista da sua alimentação.
- Use porções práticas: uma porção de carne ~ palmo da mão; uma porção de frutas ~ uma média.
- Consulte um nutricionista se tiver dúvidas ou condições especiais.
Principais Conclusões
- Alimentação na gravidez prioriza qualidade: nutrientes como folato, ferro, cálcio, vitamina D e DHA são essenciais.
- Não é ‘comer por dois’ em porções dobradas; aumentos calóricos são moderados e personalizados.
- Evite alimentos de risco (crus, malpassados, não pasteurizados) e limite peixes com alto mercúrio e cafeína.
- Sintomas comuns (náuseas, azia, constipação) têm estratégias alimentares simples e eficazes.
- Gestantes vegetarianas/veganas e com condições médicas precisam de planejamento e, muitas vezes, suplementação.
- Acompanhe ganho de peso conforme IMC pré-gestacional e faça registros para ajustar dieta quando necessário.
- Trabalhe com obstetra e nutricionista e use ferramentas práticas para monitorar sua alimentação.
Preciso tomar ácido fólico mesmo se já estou grávida?
Sim. O ideal é começar o ácido fólico antes da concepção (400 µg/dia) e manter no início da gestação, pois previne defeitos do tubo neural que ocorrem nas primeiras semanas. Consulte seu médico para dose e duração; alguns casos exigem doses maiores.
Quantas calorias devo aumentar por dia na gravidez?
Em média, acrescer cerca de 300 kcal/dia no segundo trimestre e 450 kcal/dia no terceiro é um guia geral. A necessidade varia conforme IMC pré-gestacional, idade e atividade física. Procure orientação individualizada.
Posso comer peixe durante a gravidez?
Sim, e é recomendado consumir peixes gordos de baixo mercúrio (salmão, sardinha) 2–3 vezes por semana por causa do DHA. Evite peixes com alto teor de mercúrio (tubarão, peixe-espada, cavala grande).
Como reduzir enjoo matinal com alimentação?
Fracionar refeições, comer algo seco ao levantar (torrada, bolacha água e sal), evitar cheiros fortes e preferir alimentos frios ou em temperatura ambiente pode ajudar. Gengibre também costuma ser útil; procure o obstetra se os sintomas forem severos.
Perguntas Frequentes
Preciso tomar ácido fólico mesmo se já estou grávida?
Sim. O ideal é começar o ácido fólico antes da concepção (400 µg/dia) e manter no início da gestação, pois previne defeitos do tubo neural que ocorrem nas primeiras semanas. Consulte seu médico para dose e duração; alguns casos exigem doses maiores.
Quantas calorias devo aumentar por dia na gravidez?
Em média, acrescer cerca de 300 kcal/dia no segundo trimestre e 450 kcal/dia no terceiro é um guia geral. A necessidade varia conforme IMC pré-gestacional, idade e atividade física. Procure orientação individualizada.
Posso comer peixe durante a gravidez?
Sim, e é recomendado consumir peixes gordos de baixo mercúrio (salmão, sardinha) 2–3 vezes por semana por causa do DHA. Evite peixes com alto teor de mercúrio (tubarão, peixe-espada, cavala grande).
Como reduzir enjoo matinal com alimentação?
Fracionar refeições, comer algo seco ao levantar (torrada, bolacha água e sal), evitar cheiros fortes e preferir alimentos frios ou em temperatura ambiente pode ajudar. Gengibre também costuma ser útil; procure o obstetra se os sintomas forem severos.
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